Delivery e entregas

Delivery próprio ou iFood: quanto custa a comissão real

Delivery próprio ou iFood? Veja quanto você paga de comissão de verdade, as taxas escondidas e como calcular o custo por pedido para decidir com números.

Por Equipe separajáPublicado em 8 min de leitura

Na maioria dos casos, a comissão real do iFood fica bem acima do percentual anunciado, porque além dela entram taxa de pagamento online, mensalidade, cupons e eventual antecipação de repasse. O delivery próprio costuma sair mais barato por pedido, mas tem custos que muita gente esquece: entregador, maquininha, atendimento e divulgação. A resposta para "delivery próprio ou iFood" depende da conta feita com os números do seu negócio, e a maioria dos pequenos negócios acaba usando os dois de forma combinada.

Neste artigo você vai ver de onde vem cada custo, como montar a conta por pedido e quando faz sentido apostar mais em um canal ou no outro.

O que você paga no iFood, item por item

O iFood trabalha com planos diferentes, e a comissão muda conforme quem faz a entrega. Os percentuais e valores são atualizados de tempos em tempos, então use os números abaixo como referência e confira sempre a tabela atual no Portal do Parceiro antes de decidir.

Comissão sobre o pedido

  • Plano Básico (você entrega): o restaurante usa o próprio entregador e paga uma comissão menor. Por anos, esse plano foi divulgado com comissão em torno de 12%.
  • Plano Entrega (o iFood entrega): a plataforma cuida da logística e a comissão é maior. A referência divulgada por muito tempo ficou em torno de 23%.

A comissão incide sobre o valor dos itens do pedido, e as regras sobre o que entra na base de cálculo estão no contrato. Vale ler com atenção.

Taxa de pagamento online

Quando o cliente paga pelo app (cartão, Pix ou carteira digital), há uma taxa de transação cobrada do restaurante, historicamente na faixa de 3% sobre o valor. Como a maior parte dos clientes paga pelo app, na prática essa taxa se soma à comissão em quase todos os pedidos.

Mensalidade

O iFood cobra uma mensalidade fixa de quem passa de um determinado faturamento mensal na plataforma. Para quem vende pouco por lá, esse valor fixo pesa bastante no custo por pedido.

Custos que não aparecem no percentual

  • Antecipação de repasse: o dinheiro das vendas não cai na hora. Quem precisa receber antes paga uma taxa pela antecipação.
  • Promoções e cupons cofinanciados: quando você entra em campanhas, parte do desconto sai do seu bolso.
  • Anúncios dentro do app: aparecer no topo da busca tem custo à parte.
  • Embalagem reforçada e brindes: para competir em avaliação, muita gente acaba gastando mais com apresentação.

Somando tudo, é comum o custo efetivo passar bastante do percentual que o dono do restaurante tem na cabeça. Por isso a pergunta certa não é "qual é a comissão?", e sim "quanto sobra de cada pedido?".

O que você paga no delivery próprio

No delivery próprio não existe comissão por pedido, mas existem custos. A diferença é que boa parte deles você controla.

Taxas de pagamento

  • Pix: para pessoa física e para muitos MEIs, receber Pix costuma ser gratuito, mas alguns bancos cobram tarifa de contas PJ. Confira o pacote da sua conta.
  • Cartão de débito e crédito: as taxas variam muito entre maquininhas e planos. Débito costuma ter taxa menor que crédito, e receber o crédito na hora geralmente custa mais do que esperar o prazo normal.
  • Dinheiro: sem taxa, mas exige troco, conferência e cuidado com segurança.

Entregador

As formas mais comuns de pagar motoboy são por entrega, por diária ou diária mais valor por entrega. Os valores variam muito de cidade para cidade. Parte desse custo pode ser coberta pela taxa de entrega cobrada do cliente, que costuma ser calculada por bairro ou distância.

Ferramentas e divulgação

  • Cardápio digital ou loja virtual (geralmente mensalidade fixa).
  • Impressão de cardápio, adesivos, panfletos.
  • Impulsionamento no Instagram, se você usar.
  • Tempo de atendimento no WhatsApp, que tem custo mesmo quando é você quem responde.

Comparativo rápido

ItemiFoodDelivery próprio
Comissão por pedidoSim, varia conforme o planoNão
Taxa de pagamento onlineSimSó a do seu banco ou maquininha
MensalidadeSim, a partir de certo faturamentoDa ferramenta que você escolher
EntregadorSeu (Básico) ou do app (Entrega)Seu
Prazo para receberConforme calendário de repassePix na hora; cartão conforme a maquininha
Dados do clienteLimitadosSão seus (respeitando a LGPD)
Captação de clientes novosForte, o app traz públicoDepende da sua divulgação

Como calcular o custo real por pedido: passo a passo

Os números abaixo são hipotéticos, só para mostrar a conta. Troque pelos seus.

Passo 1: defina um pedido médio

Imagine um pedido de R$ 60,00 em itens.

Passo 2: calcule o custo no iFood

Usando as referências de 23% de comissão (Plano Entrega) e 3,2% de taxa de pagamento online:

  • Comissão: R$ 60,00 × 23% = R$ 13,80
  • Taxa de pagamento: R$ 60,00 × 3,2% = R$ 1,92
  • Total: R$ 15,72 por pedido (cerca de 26% do valor)

Ainda falta somar a mensalidade dividida pelo número de pedidos do mês e qualquer cupom ou antecipação. Se você vende 300 pedidos por mês no app e paga uma mensalidade de R$ 100,00, são mais R$ 0,33 por pedido.

No Plano Básico, com 12% de comissão, o custo da plataforma cairia para R$ 7,20 + R$ 1,92 = R$ 9,12, mas aí você soma o seu entregador.

Passo 3: calcule o custo no delivery próprio

Suponha que o cliente pagou por Pix sem tarifa, que o motoboy custa R$ 8,00 por entrega e que você cobra R$ 6,00 de taxa de entrega:

  • Taxa de pagamento: R$ 0,00
  • Entregador: R$ 8,00 − R$ 6,00 de taxa cobrada = R$ 2,00
  • Ferramenta de cardápio: mensalidade dividida pelos pedidos do mês
  • Total: em torno de R$ 2,00 a R$ 3,00 por pedido, mais o custo de divulgação

Se o cliente pagar no crédito, some a taxa da maquininha sobre o valor total.

Passo 4: compare o que sobra

No exemplo, a diferença por pedido passa de R$ 10,00. Em 300 pedidos por mês, isso vira um valor que paga contas importantes. Mas lembre: parte desses clientes talvez nunca tivesse conhecido sua loja sem o app.

Os erros mais comuns nessa conta

  • Olhar só a comissão: esquecer a taxa de pagamento online e a mensalidade distorce tudo.
  • Não precificar diferente: muitos restaurantes ajustam o preço no app para absorver a comissão. Antes de fazer isso, leia as regras atuais do contrato da plataforma sobre preços.
  • Achar que delivery próprio é custo zero: entregador parado, atendimento demorado e erros de pedido também custam.
  • Ignorar o tempo: responder WhatsApp manualmente no horário de pico tira gente da cozinha.
  • Não acompanhar a margem por canal: sem separar as vendas de cada canal, você não sabe qual dá lucro.

Quando cada canal faz mais sentido

O iFood ajuda mais quando:

  • Seu negócio é novo e ainda não tem clientela fiel.
  • Você está numa região com muita demanda pelo app.
  • Não tem estrutura para entregador próprio e o Plano Entrega resolve a logística.
  • Seu cardápio tem margem que aguenta a comissão.

O delivery próprio ajuda mais quando:

  • Você já tem clientes que voltam toda semana.
  • Seu ticket médio é baixo e a comissão come o lucro.
  • Atende um bairro ou região bem definida, onde a entrega é rápida.
  • Tem presença no Instagram ou no WhatsApp e consegue divulgar sem gastar muito.

O caminho do meio

Muitos negócios usam o iFood como vitrine para conquistar clientes novos e o canal próprio para quem já conhece a casa. Algumas formas de fazer essa ponte sem desrespeitar regras:

  1. Divulgue o link do seu cardápio próprio no Instagram, no Google e no status do WhatsApp.
  2. Atenda bem no balcão e na retirada, convidando o cliente a pedir direto da próxima vez.
  3. Ofereça um benefício no canal próprio, como um combo exclusivo ou frete reduzido para bairros próximos.
  4. Antes de colocar qualquer material de divulgação nas embalagens dos pedidos do app, confira os termos de uso da plataforma.

Se você guardar dados de clientes para enviar ofertas, peça autorização, use só para o que foi combinado e ofereça uma forma fácil de sair da lista. É isso que a LGPD exige.

Como organizar o delivery próprio sem virar bagunça

O maior medo de quem sai do app é o caos no WhatsApp: mensagens perdidas, pedido anotado errado, cliente perguntando o preço de tudo. Alguns cuidados resolvem boa parte disso:

  • Cardápio com preço e foto em link: o cliente escolhe sozinho e manda o pedido pronto.
  • Taxa de entrega por CEP ou bairro definida antes: evita discussão e erro na conta.
  • Pix e cartão no próprio pedido: menos troco e menos calote.
  • Horário e área de entrega claros: reduz mensagens de pergunta.
  • Um lugar só para ver os pedidos: nada de depender de print e papelzinho.
  • Informações obrigatórias visíveis: preço final, taxas e condições claras, como pede o Código de Defesa do Consumidor.

Com isso, o custo de atendimento cai e o delivery próprio passa a competir de verdade com o app.

Resumo para decidir

  • Calcule o custo efetivo do iFood somando comissão, taxa de pagamento online, mensalidade, cupons e antecipação.
  • Calcule o custo do delivery próprio somando entregador, taxas de pagamento, ferramentas e divulgação.
  • Compare quanto sobra por pedido, não só o percentual.
  • Use o app para atrair e o canal próprio para fidelizar, se a conta fechar.
  • Refaça a conta a cada poucos meses, porque taxas e volume mudam.

Como o separajá ajuda

O separajá monta seu cardápio digital ou loja virtual com Pix, cartão e frete calculado pelo CEP, e organiza os pedidos que chegam pelo WhatsApp em um só lugar. Assim, seu delivery próprio fica prático para o cliente e para a sua equipe, sem comissão por pedido. Se quiser ver na prática, dá para testar grátis por 7 dias.

Perguntas frequentes

Quanto o iFood cobra de comissão?

Depende do plano. Historicamente, o Plano Básico, em que o restaurante entrega, teve comissão em torno de 12%, e o Plano Entrega, em que o iFood entrega, em torno de 23%. Além disso há taxa de pagamento online e mensalidade a partir de certo faturamento. Confira os valores atuais no Portal do Parceiro.

Vale mais a pena delivery próprio ou iFood?

Por pedido, o delivery próprio costuma deixar mais dinheiro no caixa, porque não tem comissão. Já o iFood traz clientes novos que talvez não encontrassem sua loja. Para muitos negócios, o melhor é usar os dois: o app para atrair e o canal próprio para fidelizar.

Qual é a taxa de pagamento online do iFood?

Quando o cliente paga pelo app, o restaurante paga uma taxa de transação que historicamente ficou na faixa de 3% do valor. Ela se soma à comissão do plano. Como essa taxa pode mudar, verifique o contrato vigente.

Posso cobrar preço mais alto no iFood do que no delivery próprio?

Muitos restaurantes ajustam o preço no app para compensar a comissão. Antes de fazer isso, leia as regras atuais do contrato da plataforma sobre preços. No seu canal próprio, deixe o preço final e as taxas sempre claros para o cliente.

Quanto custa montar um delivery próprio?

Os custos principais são entregador, taxas de pagamento de cartão, uma ferramenta de cardápio ou loja virtual e divulgação. Pix costuma ser gratuito para pessoa física e muitos MEIs, mas alguns bancos cobram tarifa de conta PJ. Parte do custo do entregador pode ser coberta pela taxa de entrega cobrada do cliente.

Como levar clientes do iFood para o delivery próprio?

Divulgue o link do seu cardápio no Instagram, no Google e no WhatsApp, e ofereça algum benefício para quem pede direto, como um combo exclusivo. Antes de colocar material de divulgação nas embalagens dos pedidos do app, confira os termos de uso da plataforma.

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